The place of design and fashion in North Africa

@ Tarek Atrissi, KafLab Foundation

Ever since the time of Herodotus, the history of North Africa has also been the history of its imaginary. Beyond its geographical, religious or political borders, this region has been created and recreated in forms, images, words and sounds that are as different from one another as those of Ingres, Le Corbusier, Dizzie Gillespie and Yves Saint-Laurent, but also as different as those of Ibn Battuta, Umm Kulthum or Abdellatif Kechiche. The profound changes that have recently taken place in the streets and political regimes of the region’s three new democratic States have opened up a whole new field for creativity, but also for the development of specific projects, for the artists and designers of the Maghreb. At a time when a whole region is reinventing itself, in what way can art, but above all design, contribute towards our questioning of these imaginaries and our discovering new places for the imagination of its creators and citizens?

This is my introduction to the second Next Future Africa and Latin America Observatory, a one-day seminar dedicated to “The place of design and fashion in North Africa.” that I have the honour and pleasure in coordinating.

Taking place on May 12th at the Calouste Gulbenkian Foundation, this seminar will have six speakers who’ll come from Egypt, Germany, Lebanon, Mozambique, Brazil and Portugal to present their work and research on this region of the world, currently under a massive redesign.

Sticking It to the Man

Illustration by Ben King

The April 2012 issue of Print Magazine comes with my article on Lisbon’s mass transit rebranding, public space prostitution and sticker activism, titled Sticking it to the Man. It’s such an honour to contribute to this esteemed design publication, one of “the last ones standing” in the US (and it was such a pleasure to work with Michael Silverberg, Print’s awesome Managing Editor).

Since it came into being on September 2011 The Baixa-Chiado PT Bluestation became a true “bête noire” of mine. I had already voiced my indignation to Jon Henley, a Guardian journalist who came to Lisbon in October 2011 to cover the effects of the financial crisis in Portugal. I visited the station with him and Vera Sachetti; we told him how the station is a sort of metaphor of a country where the state is losing power and interest in the common good, and is increasingly giving it up to private interests.

This has obviously an impact on the design practise, as the symbolic purchasing of public space is above all a work of communication design. and it was with the tools – or weapons – of graphic design that in January 2012 a few people reacted against this operation. This article tells the story and I hope will serve as inspiration for others to use their talent, skill and craft in fighting back against corporate greed, dumb marketing strategies and ideologic and aesthetic apathy.

 

 

Pôr o design no seu lugar

Dia 31 de Março vou estar em Coimbra para a primeira edição do Encontro Nacional de Estudantes de Design. A minha palestra vai ter lugar às 18h, e estes são os seus respectivos título e sinopse.

Pôr o design no seu lugar 
Uma má crítica pode (pode mesmo?) fechar uma peça de teatro, mas não pode (não poderá nunca?) demolir um edifício. Uma boa crítica pode (mas será que consegue?) não conseguir manter um restaurante cheio, nem salvar (poderia alguma vez?) uma indústria. Que impacto tem então a opinião informada de um ou mais críticos de design junto da classe que pratica esta actividade, dos clientes que procuram os seus serviços, e dos demais cidadãos que vivem com e entre o seu trabalho? Que contextos e funções existem hoje para a crítica do design? Quem fala e escreve, quem lê e ouve, quem discute, quem se interessa, quem se importa? Através de apresentação de alguns projectos, da interpretação mediática de outros e de uma ou outra provocação, esta palestra pretende mostrar que a crítica de design procura não distinguir entre o certo e o errado, entre a virtude e a chico-espertice, ou entre o génio e a fraude. Não pretende tão-pouco deitar abaixo ou elevar alguém ou alguma coisa ao estatuto de “acima de qualquer crítica”. Acima de tudo, a crítica existe para, e deve persistir em, pôr o design no seu lugar.”

Design e Cidade

Detalhe do Programa

A convite da Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura e do projecto Use-it, estarei em Guimarães esta sexta, dia 23 de Março, para um dia cheio de apresentações dedicadas ao design e à cidade.

A Gente Transforma

Várzea Queimada, Piauí – Foto: Tatiana Cardeal

Durante a pesquisa sobre design brasileiro que comecei com a minha tese de mestrado conheci vários designers que, em todo o país, têm trabalhado em projectos de “design com comunidades”. Com equipas, filosofias, abordagens e taxas de sucesso muito diversas – de que já abordei em palestras e neste artigo para a revista Projeto Design –, estes projectos têm mostrado ser uma componente importante da prática do design no Brasil do século XXI. A Gente Transforma é o mais ambicioso e potencialmente influente destes projectos.

Conheci o designer Marcelo Rosenbaum no Salão Casa Brasil Design em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, durante a minha viagem de pesquisa em 2009. Desde então tenho acompanhado o seu trabalho, escrito sobre ele e, talvez menos que gostaria, conversado sobre o seu o impacto da sua actividade, tanto dentro como fora do Brasil.

Após o seu convite para se juntar a ele e à equipa AGT no Piauí, durante as duas primeiras semanas de Fevereiro tivemos várias oportunidades para conversar em Várzea Queimada, a povoação do Piauí que recebeu a segunda edição do A Gente Transforma. Enquanto jornalista, fiz parte da sua “comitiva” de cerca de 40 pessoas que pensou, discutiu, projectou, escreveu, filmou, fotografou, dançou, rezou, teceu, construiu, bebeu e partilhou de uma experiência inesquecível.

Lá pude também acompanhar de perto um destes projectos de designers “com comunidades”, e compreender, ao vivo e em directo, as relações e expectativas criadas entre designers e artesãos, mestres e estudantes de arquitectura, entre os de fora e os da terra. E entre o passado, o presente e o futuro daquilo que se projecta e se executa. Algumas coisas ficaram mais claras, mas muitas outras complicaram-se. Ninguém disse que a Várzea Queimada ia ser fácil de entender – e não foi.

Um dos dois artigos que escrevi sobre o projecto saiu domingo, dia 26 de Fevereiro na Pública. Pode ser lido na íntegra no site do AGT ou aqui ao lado. O segundo sairá em Abril.